Quando
mercado de food trucks surgiu, como conhecemos hoje, surgiu há mais ou menos 3
anos, logo virou uma febre nacional, gerando a criação de milhares de negócios
no ramo. Inclusive influenciando outros mercados como o de beleza. Custo
relativamente baixo de implantação, operação simplificada por conta do cardápio
restrito e altas vendas logo chamou atenção de muitos empresários e amantes da
gastronomia, fornecendo uma oportunidade excelente de investimento. 3 anos
depois vemos o mercado minguar e muitos empreendedores endividados, tentando
passar para frente seus trucks a
preço de “banana”. Mas porque isso aconteceu? Será que podemos aprender algo
com esse Case, ou será sempre assim nesse ramo?
Antes de
tudo vamos entender o surgimento do mercado de food trucks. Inspirado num movimento semelhante ao que vinha
ocorrendo nos Estados Unidos e Europa, e acompanhando o “boom” da gastronomia
que vem ocorrendo no Brasil há cinco anos, os food trucks surgiram para ser uma opção melhorada, mais segura e
confiável às já tradicionais comidas de rua que encontramos pelas grandes
cidades do Brasil. Ao mesmo tempo, veio para trazer para o consumidor geral a
oportunidade de comer um alimento mais gourmet, porém com preço mais acessível.
Neste cenário, muitos empresários do ramo começaram a se juntar para viajar
pelas cidades do interior do país em festivais voltados a este segmento. Outros
resolveram fixar seus trucks
atendendo ao público num formato semelhante aos restaurantes tradicionais. Somamos tudo isso à crise econômica que
colocou muita gente no desemprego de uma hora para outra e ainda com dinheiro
proveniente de suas rescisões de contrato. Até aí tudo foi sucesso e o mercado
crescia sem parar, atraindo cada vez mais aventureiros.
Porém,
algumas coisas começaram a atrapalhar o mercado e, principalmente os festivais,
que a essa altura eram os grandes responsáveis pelo faturamento dos trucks, começaram a perder força. Abaixo
vamos listar alguns desses aspectos que abalaram o mercado.
Falta de qualidade e conhecimento dos “aventureiros”
Como citado
acima, tivemos uma injeção de muitos aventureiros nesse mercado. O famoso amigo
que faz um delicioso hambúrguer em casa, achou que poderia montar um negócio de
alimentação simplesmente levando esse fato em conta. Mas como sempre repito em
meus textos e vídeos, esse mercado não é para amadores. Menos ainda para
aventureiros que sabem cozinhar um prato só. Assim, quando se viram tendo que
gerenciar um “restaurante” muita coisa começou a dar errado. Desde a maneira de
fazer compras até maneira de gerenciar levaram esses aventureiros ao fundo do
poço.
Baixa eficiência na gestão
Gerenciar
um restaurante é completamente diferente de gerenciar outros tipos de negócio.
Desde a qualidade geral da mão de obra até os métodos para fazer compras, tudo
é bem diferente. Os alimentos são muito perecíveis, porém devemos comprar de
fornecedores grandes, ou que façam preços de atacado. Estabelecimento de
alimentação que compram em supermercado comum, estão fadados ao fracasso. E
esse cenário atingiu em cheio os trucks.
Baixíssima eficiência nas compras, baixíssima eficiência e qualidade no
atendimento.
Empresas locais
Ao mesmo
tempo que o mercado cresceu, começou a influenciar outras empresas.
Principalmente os festivais itinerantes que rodavam bairros das grandes cidades
e viraram atrações de final de semana nas cidades do interior. Porém quando os
festivais chegavam a essas localidades, acabavam “atrapalhando” as vendas dos
negócios locais, o que gerou um grande descontentamento desses comerciantes,
fazendo com que as prefeituras diminuíssem o ritmo de contratação dos
festivais.
Sentimento de enganação
Ainda
podemos somar a conta dos food trucks
o sentimento geral de enganação que a população geral sentiu com relação ao modelo
de negócio em geral. Ficou perceptível ao longo do tempo que a grande maioria
dos empreendimentos do ramo não sabiam o que estavam fazendo e estavam somente
aproveitando uma maré. Preços altos; fugindo daquele objetivo inicial descrito
no início do texto; qualidade deplorável dos produtos e desconforto das
instalações afastou definitivamente a clientela e causou um grande impacto no
mercado que atualmente mingua, sobrando somente aqueles que conseguiram
fortalecer suas marcas e que conseguiram fugir das regras que citamos acima.
Definitivamente
o mercado de food trucks no brasil foi de mal a pior.
Resta hoje em dia, para àqueles que sobraram, lutar para se manter. Festas,
convenções corporativas, eventos em geral foi a escapatória encontrada pelos
empresários do ramo para continuar rodando com seus trucks. Outros trocaram o restaurante móvel por um espaço físico e
fixo, mudando assim o conceito inicial de seu negócio, se aproximando dos
estabelecimentos clássico. Mas infelizmente para a grande maioria, a solução
foi encerrar as atividades e passar o truck
para frente.
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